13 de dezembro, 2016

Como adotar o consumo consciente na moda

Conheça o slow fashion, movimento que propõe reutilização de peças, trocas e compartilhamentos

Atualmente, as iniciativas que refletem sobre consumo consciente estão cada vez mais frequentes. Repensar a forma como nos relacionamos com as nossas roupas e acessórios, por exemplo, evita o desperdício e é mais sustentável.

O slow fashion (em português “moda lenta”) é uma forma de se posicionar contra os impactos negativos que o fast fashion (“moda rápida”) causa na vida das pessoas, no mercado e na própria indústria da moda. Na contramão da produção de roupas massivas e de baixa qualidade, o movimento defende a criação de peças atemporais, feitas à mão, com tecidos naturais e duráveis. Além disso, a produção é feita em baixa escala e em locais que funcionam mais como ateliês do que como indústrias.

O blog Tudo Orna, formado pelas irmãs Bárbara, Débora e Júlia Alcântara, defende essa ideia. Juntas, elas criaram a marca de bolsas Orna Concept, na qual é aplicado o conceito de slow fashion. Os produtos são feitos à mão e produzidos integralmente em Curitiba (PR). “São utilizados materiais duráveis e que pretendem suprir a necessidade de uso durante muito tempo, além de serem peças atemporais, que não seguem o calendário da moda”, explica Hellen Albuquerque, assessora de imprensa do Tudo Orna.

Hellen afirma que é possível nos sentir bem e confortáveis com o que vestimos, sem prejudicar as outras pessoas e o planeta. Para isso, é preciso conhecer bem o seu corpo e descobrir o seu próprio estilo. Assim, é possível encontrar peças que valorizam sua individualidade. “É isso que faz diferença no momento da escolha de uma roupa ou acessório. O Tudo Orna defende o minimalismo e isso vai desde a escolha de roupas que são fáceis de combinar até a um nível de compra que não seja prejudicial. Se você consome peças que são de boa qualidade, que foram produzidas corretamente e com ética, não irá afetar outras pessoas e nem o meio ambiente”, esclarece.

A moda é uma das indústrias mais poluentes, por causa da fabricação de tecidos e do tingimento. Os produtos químicos utilizados são extremamente agressivos para o meio ambiente. Hellen ainda comenta que por ser uma indústria tão grande, acaba influenciando na questão da mão de obra justa. “Hoje, o que a grande maioria das empresas fazem é levar a sua produção para países de terceiro mundo. São regiões que estão em grande necessidade de trabalho e ainda não têm regulamentação trabalhista. Os maiores impactos negativos da moda são no meio ambiente e na mão de obra”, explica.

Através da busca de novos caminhos é possível fazer com que design, confecção e consumo sigam para uma vertente mais justa e responsável com o planeta e seus pertencentes. Abaixo, Hellen dá algumas dicas para quem deseja consumir roupas de forma mais consciente:

– Durante a compra: o primeiro de tudo é saber o que você já tem e o que precisa. Sempre fazer compras sabendo se realmente é uma necessidade e não apenas por impulso. Escolha peças que sejam duráveis, tenham qualidade e que vão estar presentes no seu guarda-roupa por muito tempo.

– Durante o uso: saber cuidar das suas roupas, lavá-las da forma correta, de maneira que possam ser conservadas por mais tempo. Siga as instruções de uso da etiqueta para prolongar a vida da sua peça.

– Após o uso: é muito importante você pensar no descarte das roupas, para que elas não se tornem poluentes. Participe de bazares, para que as peças ganhem um novo ciclo com outro dono. Faça doações, organize bazares de troca ou venda para brechós. Além disso, quando enjoar da roupa, você pode transformá-la em uma peça diferente. Mas, tente usá-la ao máximo, para que não seja descartada antes do tempo.

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